Hi, Caí XXVI

Metade do que digo é sem sentido

Mas eu digo só pra chegar até você

Perdoa o drama

E não desiste de mim

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Crônicas do Centro LXIII

– Vc é racional demais.

– E vc sempre foi muito romântica. Só vc não percebia isso.

“Chega um momento que você precisa decidir quem você é. Ninguém pode tomar essa decisão por você”.

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Crônicas do Centro LXI

Uma aba na Câmara, uma no Senado, outra na TeleSur, a TV na Sportv.

Eu tentando te acalmar no Whatsapp, enquanto fumo, bebo e me irrito com o barulho da máquina de lavar.

“Vem mais olheira…”, vc diz. Eu só queria estar aí em vez de assistir a mais uma cena lamentável desse Congresso que não me faz mais sentir nada.

Tanta tragédia em tantas editorias.

Nem dá tempo de organizar o luto, é um trator passando atrás do outro.

Toma outro drink, se é  que te resta.

Amanhã a chefe vai gritar de novo.

Qual a sua droga? Solidão, cerva?

 

A vida é só um detalhe
É tudo, é nada, é um jogo que mata
É uma cilada

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Hi, Caí XXV

E, assustada, não vou dizer não

Mas vou fazer de tudo pra vc  desistir

 

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Montanha-russa

Sabe montanha-russa? Então. Às vezes, tô em looping, aparentemente por cima. Saio todos os dias, bebo, fumo e cheiro todos os meus fantasmas. Perco as contas das orgias que é pra não ter que confrontar com o lado vazio da cama. Aquele que um ou outro que volta lembra qual é.

De tempos em tempos, as paredes do meu quarto assistem comigo à versão nova de uma velha história.

Tem dia que eu não quero viver. Não tenho vontade de sair da cama. Nesses dias, vc não deveria desistir de mim.

Essa noite, eu sonhei com o chocolate que vc me deu.

Tem dias que eu não consigo respirar, que eu não consigo parar de chorar, que eu não consigo parar de lembrar do que eu bloqueei por tantos anos. Transformo a raiva em solidão. E a solidão em ocupação.

Não tenho medo de morrer. Eu tenho medo de viver.

Eu tenho febre.

Vc não consegue ver o que eu não consigo?

Perdoe o drama.

 

Eu quero ver você dançar
Em cima de uma faca molhada de sangue
Enfiada no meu coração

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Crônicas do Centro LX

 

– vc mora no Copan mesmo?
– sim.
– é verdade que o prédio é mal assombrado?
– não.
– dizem que queimam almas aí dentro.
– não.

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Crônicas do Centro LIX

– Vc sempre tem que mantar um pé à frente e outro atrás. Jamais os dois juntos. Porque sempre vai ter alguém tentando te derrubar. E se vc estiver preparada, com um pé à frente e outro atrás, ninguém vai conseguir te derrubar. Nunca baixe a guarda porque os homens não são bons.

 

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Hi, Caí XXIV

Tem uma faca me apunhalando

Eu tô vendo que sou eu que estou encravando a faca no meu peito

Eu não consigo parar de me apunhalar

Eu vejo minha mão segurando a faca

Eu vejo o sangue, eu vejo o buraco, eu sinto dor

Tem uma faca me apunhalando

E sou eu que cravo a faca em mim

Sem parar

 

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Crônicas do Centro LVIII

– Eu gosto de vc porque vc aguenta meu sexo.

Ilustração: Kiko Dinucci

Ilustração: Kiko Dinucci

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Hi, Caí XXVIII

Não é tão cedo mais pra mim
Já conheço um pouco da vida
Mas embora mais bem resolvida
Continuo cavando abismos
Com meus próprios pés
(e com o coração, que espalho por aí que não tenho, pra tentar manter uma mínima dignidade)
Preste atenção, querida
A carência só te fode
De cada amor, tu herdarás só o cinismo,
Os orgasmos (às vezes, nem isso)  e rancores múltiplos
Por aquele João Antonio, uma edição bem melhor do que a minha, que eu te dei e vc não leu.
Aquele presente que vc disse que comprou pra mim no meu aniversário, mas nunca me entregou.
Aquelas fotos que vc tira com todas, menos comigo. Aqueles aplausos tão públicos para as outras e tão secretos pra mim.
Aqueles versos que vc escreve, alguns conseguem me arrancar lágrimas, veja bem a gravidade, nunca foram pra mim.
Aquela viagem que eu fiz pra te ver e vc não foi me encontrar.
Aquele cheiro no corredor que eu não queria mais sentir.
Esses textos que eu escrevo com vergonha enquanto escuto seu silêncio tão covarde.
Porque sou eu que cavo meu abismo.
Ouçam-me bem, meus amores
Meu mundo é um moinho
Mas são vcs que trituram meus sonhos
PS: Deve ser só TPM, mas já marquei o retorno no psiquiatra

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